I lost my heart, I buried it too deep, under the iron sea.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Como ser um playboy babaca em 10 passos simples

É com grande prazer que a Ponta Grossa edições apresenta o mais novo guia baseado em figuras típicamente locais. Sempre quis ser um Playboy? Sempre se achou babaca o suficiente para tal, mas nunca soube como?Bem, não se preocupe. Seus problemas estão acabados, porque o Guia De Como Ser Um Playboy Otário Em 10 Passos Simples foi confeccionado pelos melhores experts no assunto, diretamente daqui de Ponta Grossa, A Playboylandia.

It's with enormous pleasure that Ponta Grossa editions presents the most newest guide based on tipical local figures. You've always wanted to be a Playboy? You always thought to be jackass enough for such thing, but didn't know how? Well, don't worry. Your problems are past, because the Guide Of How Being An Asshole Playboy In 10 Easy Steps were made by the best experts on the thing, directly from Ponta Grossa, The Playboyland.


(Nossos autores botando em prática o que está no Guia)

(Our authors putting into practice what's on the Guide.)

1- tire fotos com bebidas espalhadas em cima da mesa, faça joia com a mão ou 'aloha' pra parecer descolado, dê um sorrisinho maroto.

1-Take photos with drinks
spread all over the table, make affirmative with your hand or 'aloha' to look 'up-to-date' and 'mainstream'; then smile smartly.

2- As meninas podem tirar fotos com biquinis e os caras com sungas florais em uma piscina azul brilhante, não esqueça de segurar a cerveja

2- the girls can take photos wearing biquinis, and the guys can wear floral shorts in shinning blue pools, don't forget hold the beer

3- Mostre que você vive no bairro de ricos da cidade,traga um litro de vodka pro meio da rua e tire foto na frente de uma mansão com a galera.

3- Show that you live in the richest neighborhood in town, bring a liter of vodka to the middle of the street and take a picture in front of a mansion with the guys.

4- Nas baladinhas deslocadas, procure um fotográfo de uma revista qualquer (portal fix) e sorria como um politico.

4- At cool parties, look for a random magazine's photographer (Portal Fix) and smile like a politician.

5- Pegue a sua hilux e saia ouvindo trance (aka bate-estaca) em volume muito, muito alto pela cidade. Pare em um posto de gasolina e tire uma foto na frente do mesmo com a galera e, é claro, sempre segurando o litro de vodka/cerveja

5- Take your Dad's Hilux and get out trough the city listening to trance music in a very, very loud level. Stop in a gas station and take a picture in front of it with the guys and, of course, don't forget the vodka/beer

6- Coloque um brinquinho dourado em uma das suas orelhas,vista um nike shox, um moletom adidas,um calção arco-iris-gay e tire fotos de você fazendo 'aloha' dentro da hilux do seu pai.

6- Put a small golden earring in one of your ears, dress a nike shox, an Adidas sweatshirt, a rainbow-gay shorts and take photos of yourself making 'aloha' with the hand inside your dad's hilux.

7- Coloque no orkut que você esta vivendo em curitiba mesmo que você não esteja e coloque lá uma foto do carro da sua mãe e diga que o carro é seu.Você passa a idéia de que subiu de nivel e passou pra pseudo-cu-ritibesta descolado mesmo que você ainda pegue o busão pra ir pro cursinho.

7- Put in your relationship network's profile that now you're living in a big town, even if you aren't. Put there a photo of your mom's car and tell people that it's yours. You give the idea of being mainstream and cool, even if you still take the bus to go to school.

8-Meninas, gastem 25000 reais nas suas festas de 15 anos.

8- Girls, Spend 25000 of cash in your fifteen birthday parties.

9-Apareça na coluna social TODA a semana. Dê um jeito de pagar pra aparecer no Portal Fix todo o domingo, mesmo que seu pai esteja devendo as cuecas e mesmo que ele tenha penhorado a sua mãe-perua como garantia

9- Show up on the social columm of the newspaper EVERY week. Figure out a way, even if your father owes his underwear and has extended your flamboyant mother as a garantee.

10 - E por ultimo, mas não menos importante;

10 - And for last, but not least;

lembre-se de que um bom playboy otário trata mal professores, funcionarios publicos, empregados, idosos, gays, negros, indios e mendigos. (só pra constar que eu tenho ABSOLUTAMENTE nenhum tipo de preconceito com essas pessoas, estou apenas fazendo uma critica aqui para quem tem. Por favor, não se sinta ofendido)

Remember that a good asshole playboy is rude and inpolite with teachers, public employees, his own employees, elderly, gays, black people, indians and beggers. (I have absolutely nothing against those people, I'm just criticizing who has. Please, don't feel offended.)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Are we the dining dead?




"Are we like those boring couples... you feel sorry for in restaurants? Are we the dining dead? I can't stand the idea of us being a couple people think that about."

yeah, Joel, you said EVERYTHING. That's why I might never get a serious relationship.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Death Cab For Cutie - Something About Airplanes (Review)



Bandas sempre possuem o álbum característico que as fazem ser lembradas e reconhecidas. Álbuns que marcam uma época. Por exemplo, os Beatles possuem o Sgt, Pepper's Lonely Hearts Club Band, o Pink Floyd possuí o Dark Side Of The Moon, o do Oasis é o What’s the Story? (Morning Glory) e o Radiohead marcou milhares com o Ok Computer. O álbum Something About Airplanes, primeiro trabalho da banda norte americana Death Cab For Cutie, lançado em 98, está longe de ser um deles.

O álbum é totalmente desprezado pela maioria do público da banda, o qual idolatra o Plans e o Transatlaticism, que são fantásticos álbuns também, na minha opinião, mas que não conseguem ter o espírito irônico e nem a maturidade do Something About Airplanes. O álbum traz a tristeza da vida adulta, fala de como a mesma não é fácil e encara uma realidade pessimista com arranjos de guitarras surreais e ritmo nostálgico. É com esse trabalho que Benjamin Gibbard mostra aos seus fãs o quanto é capaz de falar sobre sentimentos através de metáforas pesadas e melodias intimistas.

Este é um dos pouquíssimos álbuns que conseguiu me elevar para outro tipo atmosfera. É o álbum mais esculachado e injustiçado do DCFC, mas eu ouso dizer aqui que é o melhor álbum da banda e um dos meus favoritos de todos os tempos.

A Primeira faixa, Bend To Squares começa fúnebre, com a guitarra fazendo às vezes de um violino e o violão dedilhado ao fundo. A letra não faz sentido algum, mesmo assim parece trazer os sentimentos de alguém que esta no fim da vida, e que desperdiçou a mesma com tentativas fracassadas. Ela é absolutamente linda e uma das melhores de Benjamin Gibbard. Perfeita para se ouvir tomando um chá, naquele inverno, embaixo dos cobertores, observando a chuva cair pela janela. Em seguida, vem um dos pontos altos do álbum: President Of What? O sintetizador do começo nos lembra da solidão que é estar dentro de um avião a milhares de metros nas nuvens. Parece até que imita o som do vento de encontro com a lataria do avião. Mas isso, é só no começo, pois a música estoura para um ritmo mais revoltado e rebelde. A frase Something’s got to break you down acaba com quaisquer perspectivas de felicidade completa. Em seguida, vem o solo e a voz que fala ao fundo onde podemos notar um pouco da ironia do Ben:

(For years, I've been closely watching parents and children.
I've noticed how the success of children later on
really starts very early, in the home.
All boys and girls are born with their own special talents.
These talents have their greatest chance to grow
in a friendly, loving home.)

E a musica cai acabando com uma das frases mais verdadeiras que algum letrista já escreveu: ‘Cause nothing hurts like nothing at all, When imagination takes full control.’

Champagne From A Paper Cup começa com uma batida peculiar, lembrando uma marcha. Fala sobre alguém desesperançado, que, aparentemente, está bebendo demais enquanto espera outra pessoa em um bar. Uma situação tipicamente normal de bares, mas o que chama a atenção nessa lindíssima música não é a letra, mas sim a melodia. Se fechar os olhos, poderá sentir o cheiro da madrugada e aquela atmosfera sombria de alguém que está bebendo por pura tristeza.

Your Bruise, pra mim, é a melhor musica que o Death Cab For Cutie já fez. Uma obra-prima; masterpiece absoluta. O ápice do álbum. A letra é uma pessoa relembrando o passado da outra e dizendo que as feridas foram curadas, porque, aparentemente, a outra pessoa insiste em continuar sofrendo. Your Bruise é um outro universo. O solos das guitarras calmas do começo acompanham a idéia do que o Ben começa a cantar: a outra pessoa não consegue, ou pelo menos faz os outros acharem, que ela não consegue superar as marcas do passado. A entrada do baixo e da bateria voltam, junto com a letra, para o passado: We sped the Plymouth ‘cross the banks of the Mississippi River, Mary Timony was smaller than a super ball e aí então, vem para o coro, que é quando o locutor diz que a ferida foi curada, porque não se pode mais senti-la. Your Bruise está entre as minhas 10 musicas favoritas de todos os tempos, e é nela que eu percebo que Benjamin Gibbard é um gênio musical.

A mais animada Pictures In An Exhibition critica dizendo que as pessoas são plásticas, sem corações, sem expressões: And all your plastic people with plastic hearts and smiles
They had the worst intentions all along after all.
É, basicamente, um desabafo de quem acha que as pessoas estão cada vez mais alienadas.

Voltando ao ritmo mais intimista, Sleep Spent, é outro ponto alto do álbum, e é linda. Simplesmente maravilhosa. Fala sobre quando os casais decidem dar um ‘tempo’. Mas, diferente do que acontece na maioria das vezes, um dos dois assume a culpa, admitindo que vá quebrar o coração do outro e pedindo pra se afastar:So, drive away your mouth from my ears, and waste a day so I can think clearly. Um trilhão de emoções passam pelo meu coração quando eu escuto Sleep Spent, minha segunda favorita do álbum. Você pode sentir toda a dramaticidade que é uma crise em um relacionamento, onde as pessoas realmente se gostam, e todo o clima pesado e triste que envolve isso.

A psicodélica, mas igualmente sombria, The Face That Launched 1000 shits, é uma música cuja letra foi feita para não fazer sentido algum. É uma das musicas do DCFC que você pensa: ‘poxa, cara, eles estavam chapados quando escreveram isso’. Mas, quando eu fecho os olhos, eu posso me imaginar sentada perto de um lago gelado com montanhas ao redor. E eu sei que é muito pessoal, mas é isso que eu adoro nessa musica. Apesar do título e da letra sem sentido (você está em uma sala, sozinho, mas, de repente, você é o rosto que lançou mil merdas numa praia da Ásia menor) é uma bela musica.

Amputations, ao meu entender, fala sobre cortar fora as coisas que nos fazem mal. A introdução é lenta, mas então a bateria entra dando a idéia de que somos cretinos o sufiente para mantermos nossas mentes ocupadas com coisas que realmente não importam, deixando as coisas que importam de lado. Vocais abafados, guitarra puxada. Sabe quando você está morrendo de raiva de si mesmo e pensa que é um babaca? Amputations vai te dizer justamente que você é um babaca, de fato. Grande musica.

Não que Fake Frowns seja uma musica ruim, mas creio que tenha destoado um pouco do resto do álbum com relação a ‘profundidade musical’. Talvez o ritmo seja acelerado demais, mas é uma boa musica. Para se ouvir quando se está agitado.

Assim como Presidente Of What? e Your Bruise, Line Of Best Fit, o fechamento desse magnífico álbum, possui aquele mesmo sintetizador do começo – lembrando o vento que sopra acima das nuvens. Uma música para o coração, como diz um amigo meu. Sombria, triste, melancólica, depressiva, intimista e... perfeitamente sublime. Aqui, as guitarras são abafadas, dando a idéia de sufocamento, que é o que o locutor da musica dá a impressão de estar sentindo: Can't escape this line of best fit. É quando você sabe que algo ruim vai lhe acontecer, mas você não tem a menor chance de escapar. É musica pra quem esta na fossa, uma depressão do cara***. Mas a melodia é grandiosa no que diz respeito a te fazer sentir as emoções mais variadas, e bem no fundo da sua alma mesmo. É no final dos 7 minutos de música que a parte de arrepiar os cabelos começa. Uma voz extremamente suave começa a cantar, no fundo do sintetizador deprê que vai e volta como se, de novo, fosse ventos gelados batendo acima das nuvens. Não poderia fechar um álbum de uma maneira mais linda, Ben Gibbard.

E o que eu posso dizer que temos em 43 minutos de música? Perfeição. Isso mesmo.Posso dizer que, depois dos dois primeiros do Keane, o Something About Airplanes é o meu álbum favorito, é o típico álbum que nunca vou me enjoar de ouvir de novo e de novo por anos. É uma pena que seja tão desprezado pelos fãs mais novos do DCFC, pois pode mudar a visão de como você vê o mundo.

Vou deixar o link aqui, mas não espere sair dançando ou se sentir feliz quando ouvir o Something About Airplanes. Como já disse, é um álbum pesado, sombrio e difícil de gostar de primeira, porque ele vai tocar nas suas feridas abertas e te deixar na fossa, mas, ainda assim, estar lá quando você desmoronar.

Something About Airplanes por Death Cab For Cutie - 9,5 de 10.

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