I lost my heart, I buried it too deep, under the iron sea.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Auroras

She stared at the wide, grey beach. It wasn’t a ordinary beach, like those we pull into our minds when someone says the word ‘beach’; the sunny, warm, burning place filled with happiness and smiley people.

No.

The beach which she was staring at wasn’t the stereotyped one at all. It was a sad, frozen beach. With snow falling all over the rocks and some seagulls singing sad old songs. It had no living human, just her and the hairy, shining creature. Maybe ghosts: regards that were as miseralbe as her, but no humans at all. And that was such a relief to her.

The beach was neither empty, nor happy, though.

It wasn’t empty because she was staring at the only thing which she could ever love, at least now. And it wasn’t happy too because, of course, that fact was pretty sad, full with disappointment. A tired, depressive disappointment.

And everyone knows that nothing full of disappointment can be happy.

It was white. So white that was about to burn her eyes, when she blinked and looked away at the unconcerned waves that were making the uninterrupted moviments, without even notice her presence. And, for the first time in months (maybe years), after realize how much nothing really cared about her in that place, she felt herself a little happier.

She could even smile softly now.

She stoped staring at the beach and started staring at the white thing just a few meters away from her. It was beautiful, She had dreamed with that her entire life, and now she could finally own it.

But no, nothing can be such a perfection. Something was missing. Of course she knew it, since the very first moment, when she thought about moving to that place, she already knew it.

The thin, tall and smiley silhouette was missing. The only thing that she could love more than the polar auroras. And It would keep itself missed forever now, and that was a closed and irreversible fact. She didn’t even know if she had ever owned such silhouette ; she was already wondering if it had been really real, or if it wasn’t nothing but a dream. A stupid, patheticfantasy.

She looked at the pink, hairy little thing holding her hand and felt a stitch pain reaching her heart. That being, part of her, could be a hallucination as well. Who knows? She always had the impression of madness in everything around her anyway.

She nodded, trying to push all those thoughts away. She held the little hand even harder and ran across the beach, so in a minute, her and the smiley creature were inside the wide, white house, The last one laughing so hard that, for a moment, a tiny, little second (maybe not even this) the foggy beach became her old home. A comforting fireplace protecting her from the evil winter.

But that moment soon faded. She was staring at the white’s house solar again and, again, she realized that the thin silhouette wasn’t there , and would never be. But then she realized that the auroras would never stop happening. She would have the opportunity of seeing them every wonderful night, with the little creature, that was, now, sleeping deeply in her arms.

And, oh yes. That night she saw the green and purple aurora above her head in that frozen beach of the North Atlantic. Far away, in the iron sea, some killer whales were singing along for the moon.

She didn’t wake the hairy being up, so he could keep dreaming, thing that she could not do anymore.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ganhando o prêmio como corneteira do ano.

Ok. Hoje eu vou reclamar da minha cidade porque eu estava vendo como Anchorage – Alasca é e como eu preciso desesperadamente sair de Ponta Grossa. Antes que os lacerdinhas direitistas paranaenses e adoradores da Princesa Dos Campos venham me tacar pedras, eu vou dizer: não é a pior cidade do mundo. Não é mesmo. Como ela existem trocentas por aí. Piores do que ela existem mais ainda. Caso você me pergunte: E melhores? Bem, aí eu irei rir muito. Mas esse não é o ponto. Nem mesmo o fato de ela ter 350.000 habitantes e ser uma cidade mediana é o ponto. Anchorage tem 250.000 de pessoas e eu me mudaria para lá gargalhando.

O primeiro ponto é que Ponta Grossa é uma cidade de gente retrógrada, alienada, burra, porca, desleixada e sem cérebro. Talvez quem não é pontagrossensse, ou nunca veio a Ponta Grossa, nem teve contato com um pontagrossensse típico (veja bem, eu disse típico), ache que eu sou uma descompensada que saí por aí falando asneiras. Às vezes eu sou, mas não nesse caso.

Ponta Grossa é o único lugar do mundo que possuí uma festa alemã com chope escuro, em uma cidade que foi povoada basicamente por eslavos e leste europeus e não por alemães. Nessa festa alemã as pessoas escutam sertanejo universitário (tradicional batida alemã, criada por camponeses russos universitários que morriam de fome na Rússia comunista da década de 30, e que possuí letras poéticas, inteligentes e engajadas – só pra quem não sabe), enchem a cara de chope escuro e saem por aí com suas camionetes, achando que são o Airton Senna.

Ficam felizes quando passam por cima de um transeunte (s) ou dão com as fuças em algum poste.

Esse tipo de gente, em Ponta Grossa, se prolifera como baratas em uma fossa a céu aberto. Mas eu sei: você os encontra em todos os lugares que for, até Anchorage. Pode ser que não dessa maneira, mas as pessoas são extremamente idiotas e fúteis mesmo em Anchorage.

Então aí, você e eu chegamos ao segundo ponto.

Quando você não pode mais ter a companhia das pessoas – seres que, com muito custo, você tentar acreditar e meter dentro do seu cérebro que são da mesma espécie que a sua – você tenta achar escapes. Entretanto às vezes você encontra meia dúzia desses seres (no meu caso, nem isso) e os chama de amigos. Criaturas que andavam por aí indignadas e injuriadas com o que viam, assim como você. Poucas, admito, mas extremamente boas e

diferentes do resto.

Agora você e seus amigos podem criar uma bolha imaginária, fingindo que os adoradores da munchen fest não existem. Vocês reúnem-se uns na casa dos outros, trocam experiências, descobrem gostos em comum.

Há um dia, entretanto, que você e seus amigos sentem a necessidade de sair de suas tocas e ver coisas novas, deixar a rotina de lado. O problema é que vocês moram em Ponta Grossa, e não em Anchorage. Em Ponta Grossa há apenas um ou dois bares que tocam musica de qualidade: Chico Buarque, Bossa Nova, Rock e etc. Os outros tocam aquela deliciosa batida alemã... como é mesmo o nome dela? Ah! Sim, sim: o sertanejo universitário. Vocês passam a oportunidade de ouvir canções tão cultas e seguem para os outros poucos bares que tocam coisas de menor qualidade.

Mas nem sempre vocês e seus amigos poderão ir aos bares. Quando vocês reúnem-se de tarde, por exemplo, ou simplesmente quando alguém não tem a grana para ir ao bar. O que resta a fazer? Bem, você e seus amigos possuem duas opções agora. A primeira é ver se há, na sua cidade, alguma programação cultural. Lá vão vocês para o cinema: está passando Xuxa Em O Mistério De Feurinha ou algum filme estúpido de terror – igual aos 300000 estúpidos filmes de terror que já lançaram (perdoem-me aqueles que gostam). Mas tudo bem. Vocês seguem para o teatro municipal da cidade, ainda com uma ponta de esperança, e o que vêem em cartaz é o mesmo espetáculo de balé com menininhas de oito anos que foi exibido na semana passada e nas cem anteriores.

Então aí eu e você chegamos ao terceiro ponto o qual é a segunda opção que eu me referi no parágrafo anterior: vocês simplesmente saem para passear na vizinhança em um sábado a tarde. Mas não, você não está em Anchorage. O que você vê, ao invés de casas caprichadas (não quero dizer casa de gente rica, quero dizer casa de gente caprichosa e organizada) são favelas, lixo nas ruas, e buracos e fossas no lugar de onde deveria ser a calçada. Agora chega à parte que agente divide as porcentagens e culpa o governo. Você sabe que o prefeito (e o resto dos políticos do seu pais) está mais interessado em meter o maldito dinheiro no bolso do que conscientizar e educar aquela gente e que, também, aquela gente está mais preocupada em fazer filhos e entupir o arroio que passa do lado de

suas ‘casas’ com as fraldas descartáveis já usadas, do que mandá-los para a escola.

Você percebe que não apenas os bairros são assim, como o centro, que é uma bagunça suja e fedida.

Agora eu e você chegamos ao quarto e ultimo ponto.

Você e seus amigos tentam achar algum parque agradável pra onde vocês possam ir. Mas ele não existe, porque você não está em Anchorage e, como eu disse, o dinheiro do parque está nos bolsos do prefeito.

Então, depois de tudo isso, ainda acham que você repudia a cidade por conta de seu tamanho. Mas existem infinitas cidades menores do que Ponta Grossa que, pelo menos, são limpas, asseadas e que possuem ao menos um único parque.

Nesse ponto você percebe que está malhando demais, tornando-se odiado e que precisa se mudar para Anchorage.

Summerpost

I thought I used to hate Summer, spring’s ending and all that heat. That’s probably because I live in a tropical country, where heat, beaches, parties and lack of clothes (you cannot think about summer and heat without pulling all the another related stuff into your mind, huh?) are adored. Well, now I can say that I’ve changed my mind about summer and spring, even though I haven’t about heat, parties and lack of clothes (I know you men like that, but, if weren’t some cool dresses, choose clothes in the Summer would be depressing). What I mean is that, yeah, 35 degrees by noon is really annoying, but Summer does have its good side. When the sun goes down in a gold wheat field, for example. It’s a fresh time, and all the colors seems to love each other and the sweet breeze blows in a glad way. It gets even better when it rains after the hard heat. It smells good. You can see the sunshine going trough the clouds. Way too poetic, I know.